segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Há coisas que vão doer sempre

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Há uma semana atrás escrevi acerca de Nico Gaitán e esta semana escrevo acerca daquela que era e é o seu melhor amigo, Maxi Pereira.

Ainda hoje me custa a acreditar que ele se tenha transferido para o Porto, nunca na vida achei isso algo provável de acontecer.

Em 2015 foi quando se sucedeu e eu até à última o defendi. Sabem o que era estar numa rede social a dizer que nunca na vida o Maxi iria trair o clube, que 8 anos de Benfica não são 8 dias, um jogador que dava tudo em campo por nós, que enquanto nós chamavamos raça, alguém o chamava de arruaceiro, até que alguém me manda um link e pede desculpa.

No link estava o Maxi, abraçado ao Lopetegui, no estágio do Porto na Alemanha. O meu mundo desabou, comecei a chorar e recusei-me a acreditar, mas era verdade.

Só de pensar que nesse mesmo verão estava indecisa sobre qual nome colocar na camisola. O Enzo estava certo no Valência, o Nico era vendido todos os anos pelos jornais e o Maxi, bem o Maxi era o nosso capitão, aquele jogador que lutava com unhas e garras para honrar o símbolo que carregava ao peito. O 10 falou mais alto e ainda bem que o fez.

Demorei a acreditar, eu via os jogos do Porto e ouvia o nome dele mas a ficha não caía. Mas caíu, no Dragão, no primeiro jogo que o Maxi fez contra nós. Deu confusão como é óbvio, desde Mitroglou a pegar-se com ele, ao Nico ter de ir separar o amigo de Samaris.

Comecei a chorar em pleno café. Já não bastava ele ter "traído" o Benfica, como também tinha de ir arranjar confusão com aqueles que eram no ano anterior, seus colegas de equipa?

Depois foi na Luz, quando ele marcou e festejou. Eu compreendo que depois de todos os insultos e tudo mais ele nos provocasse mas ele estava à espera de quê?

O Maxi era só o jogador mais acarinhado do Benfica, o nosso segundo capitão, que nós sempre defendemos contra aqueles que agora o acolhem. Enquanto que lhe chamavam arruaceiro, filho da p***, nós diziamos que era a garra e determinação, era um jogador que sentia as cores do clube e que lutava por nós. E agora olha onde estamos.

Tem certos jogadores que nunca pensei vir a ver a representar as cores de outro clube em Portugal sem ser o Benfica e quando vejo certas notícias como a do Nico a ir para o Sporting, quero acreditar que é mentira, que nunca na vida esse jogador, seja o Nico ou outro, que iá vestir a camisola de um dos rivais mas desde o episódio do Maxi que é só mesmo um acreditar que não, mas já não digo com certezas nem defendo quem quer que seja, porque a última vez que o fiz, correu-me mal.


Bárbara Pereira 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Bem-vindo de volta, Avioncito!




O ano ainda agora começou e as boas notícias não param de chegar!

Depois de uns anitos fora, o filho pródigo decide voltar onde foi e onde fez muitos felizes. Fredy Montero deixa o Canadá para voltar a Alvalade e pudessem ter os sportinguistas braços maiores para o receber de volta.

O colombiano, de 30 anos, vem como presumível substituto de Alan Ruiz e pensa-se ser o jogador ideal para "acasalar" com  Bas Dost. Marcou 37 golos na sua última passagem pelo clube e é conhecido pela sua incrível capacidade tática e pela magia que consegue arquitetar com os seus pés. Sempre foi adorado pelos adeptos e o seu regresso será o início de algo fantástico e de uma luta renhida pelas competições onde nos encontramos (assim espero). 

Que festejemos juntos muitos golos e muitas assistências e que tenha regressado para levantar a taça em Maio, junto de todos aqueles que à sua semelhança, acreditam e amam o Sporting Clube de Portugal.

É por estas e por outras que ainda acredito que existam histórias de amor com um final feliz. Allez Fredy.




Beatriz Manaia

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Camisola 7, azar ou maldição?



O 7 é um número supersticioso, e já faz algum tempo que em Alvalade é associado a uma maldição. Tudo remonta à época de 94/95, ano em que Luís Figo se transferiu para Barcelona deixando a camisola 7 livre.

Desde aí que todos os jogadores que a envergaram, ou se lesionaram ou a sua prestação no clube ficou aquém do esperado. 

Rúben Ribeiro, jogador contratado na abertura do mercado de transferências, foi o último a escolhê-la. 

À cabeça, e num passado mais recente, recordamos casos de jogadores como Bojinov ou Shikabala. Atletas que ficaram conhecidos pela sua indisciplina. O primeiro, desautorizou o treinador após impedir Matías Fernández de marcar um pontapé de penalty, e falhar na cobrança. O segundo, era uma promessa no Egipto, mas no Sporting não deixa saudades. Raramente utilizado, rescindiu após protagonizar uma das "fugas mais caricatas". 

Jogadores como Marius Niculae, jovem promessa romena, que sofreu uma grande lesão no joelho e da qual nunca se conseguiu recuperar completamente. Marat Izmailov, Jeffrén, Iardanov ou Delfim são outros casos de jogadores que viram a sua passagem no Sporting ser marcada pelas lesões. 

Ricardo Sá Pinto foi outro dos jogadores a envergar a camisola 7.  E se numa primeira passagem se viu envolvido numa agressão ao então selecionador Artur Jorge. Na segunda lesionou-se gravemente, e só depois de passar a utilizar a camisola 10 conseguiu obter algum sucesso. 

Na época passada a camisola 7 pertenceu ao costa-riquenho Joel Campbell, que depois de um início prometedor nunca  conseguiu ser uma aposta consistente. 

A verdade, é que se pode dizer que cada caso é um caso e que todas as lesões poderiam acontecer com qualquer jogador em qualquer circunstância, e que tudo isto não passa de meras coincidências e circunstâncias da vida. 

Porque ao olharmos para o panorama do futebol internacional, a camisola 7 está associada a grandes jogadores, casos de Cristiano Ronaldo, Renato Gaúcho ou Raúl. 

Como tal, resta-nos esperar e ver se Rúben Ribeiro, jogador que se estreou no passado fim de semana de forma auspiciosa com as cores leoninas, é capaz de vingar  e quebrar "a maldição". 


Cristiana Ribeiro Pina